segunda-feira, 19 de julho de 2010
sermões de revandrelusoz
Desceu na estação de Nova York vestindo jeans surrado, camiseta e tênis desbotado. Tirou o violino da caixa e começou a tocá-lo com entusiasmo, em meio à multidão, bem na hora do rush matinal. Tocou durante 45 minutos. Preocupados com seus afazeres e escravizados á angustiante rotina, não perceberam o grande músico Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando em praça pública, peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de três milhões de dólares.
Alguns dias antes, com todas as pompas, e com o total apoio da imprensa e dos marketeiros, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston. Os melhores lugares? Uma “singela” bagatela de 1.000 dólares. Os ingressos se esgotaram rapidamente. Muitos ficaram de fora.
Analogia: Jesus Cristo, nasceu numa estrebaria.Todavia REI, e mesmo assim, não houve qualquer bajulação, ou cerimônia. Muitas pessoas tiveram o grande privilégio de ter lado a lado - o Filho do Deus Altíssimo, mas não O reconheceram, subestimaram-No.
1. Muitos negam a Cristo. ( Is 53. 1 – Jo 19.19 )MUITO EMBORA...
A obra Redentora de Cristo é anunciada. Sua salvação oferecida. Mas muitos, ocupados com seus compromissos, com seu futuros, não têm tempo e nem sensibilidade para perceber Jesus. Se evangelho promete cura, prosperidade, emprego, casamento e outras bênçãos, os templos ficam lotados, abarrotados de hipócritas e interesseiros.
Conhecem-no, entretanto, negam-no por suas obras!
2. Muitos Rejeitam a Cristo (Is 53.3; Mc 14.56-75; Jo 1.12 ).
Ainda aguardam um governante rico, de linhagem nobre, valente e detentor dos melhores e maiores títulos. Esse é o Rei que eles tanto desejavam.
3. Muitos ignoram a Cristo (Is 53.8)”De sua linhagem, quem dela cogitou?”
“Que farei, então de Jesus, chamado Cristo?” (Mt 27.22-26). O que fez aquele povo. Que oportunidade eles perderam!!!
Conclusão: O som do violino de Bell só teve utilidade para os que se dispuseram a ouvi-lo, e o sofrimento de Jesus na cruz, muitas vezes, só é reconhecido pelos que de alguma forma, estão em sofrimento.
“Que farei, então de Jesus, chamado Cristo?” MUITO EMBORA...
Você tem reconhecido Jesus? Eu as conheço – Elas me ouvem e me seguem – Elas são satisfeitas (Jo 10)
sábado, 17 de julho de 2010
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O Verbo da Vida no prólogo Joanino
O VERBO DA VIDA NO PRÓLOGO JOANINO
1. ELE É O DEUS ETERNO E CRIADOR
“O verbo se fez carne e habitou entre nós...”. (1.1-5). Neste prólogo, João afirma em tão poucas palavras, a singularidade de Cristo e as grandes conseqüências desse auto-sacrifício incorporado na encarnação. João anuncia o seu tema principal – a glória de Jesus Cristo demonstrada por meio de tudo o que ele disse e fez.
Jesus, o verbo, é o Deus eterno, autor de toda a criação. Ele é antes de tudo. Citando o apóstolo Paulo, Nele tudo subsiste (Cl. 1.13-18)
2. ELE É O DEUS HISTORICAMENTE ENCARNADO
Jesus é autor de sua própria manifestação terrena.
“O verbo se fez”. Maria é apenas serva recipiente do Criador de todas as coisas.
O verbo se fez carne e habitou entre nós. Deus, em Cristo, tornou-se homem, para exercer o papel exclusivo, de suficiente e eficiente mediador.
“Vimos sua glória“ (1.14). A forma verba “vimos”, indica uma visão firme, cuidadosa e deliberada. A ação desse verbo indica alguém que busca interpretar o objeto ou alvo de sua visão, examina com cuidado, estuda-o e o considera atentamente.
Jesus não era um fantasma, uma aparição. Seu corpo não era uma ilusão. Além de João enfatizar a divindade de Cristo, ele deixa claro que o filho de Deus veio em carne e osso, ainda que sem pecado. Sujeitou-se às fragilidades da natureza humana. O Verbo não era um conceito abstrato nem uma filosofia, mas uma Pessoa real, que podia ser vista, tocada e ouvida. O Cristianismo é Cristo; e Cristo é Deus-homem.
A encarnação do verbo acentua a intervenção extraordinária de Deus na história humana. Jesus sempre existiu antes mesmo do princípio do mundo começar, pois, “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4.). João está explicando a encarnação sobrenatural do verbo que veio participar da história[1]. O criador do universo, a partir da encarnação, passou a ocupar um lugar no espaço da terra.
3. ELE É O MEDIADOR PERFEITO
Diferente dos outros três evangelistas, João começa a história na eternidade. É a partir da eternidade que ele entende o significado da obra de Cristo. Deus fez uma intervenção divino-humana na história para resplandecer a luz perfeita no mundo que jaz em trevas. (1.5)
Todos que, pela graça de Deus, crêem no nome de Cristo serão feitos filhos de Deus.
Sua obra diferencia os homens em criatura e filhos. Os que o recebem tornam-se filhos. (1.12).
Tornar-se filho não depende meramente da vontade do homem. Os filhos não nasceram segundo a vontade da carne ou sangue, mas da ação, da vontade de Deus. (1.14).
4. ELE É O MESSIAS ANUNCIADO
Ele é aquele a quem se referia Moisés e os profetas (1.45).
João Batista foi um servo escolhido de Deus para testificar ao povo acerca da obra salvadora de Jesus a fim de que todos viessem a crer nele (1.7).
Embora fosse um solitário arauto sem credenciais, João, o Batista, ousou ser profeta num tempo em que a profecia estava relegada a um passado tradicionalista. Sua única motivação era o sentido da missão para a qual veio; embora seja considerado o maior dos profetas[2] (Mt 11.7-13 ) seu único objetivo era apontar para alguém além de si mesmo. Alguém superior a ele próprio. Nas palavras do próprio João “É este a favor de quem eu disse: Após mim vem um varão que atem a primazia, porque já existia antes de mim” (1.30)[3]
Conclusão:
A mensagem de João, o Batista, tinha como propósito básico, dar testemunho da verdadeira luz. Preocupado com sua geração, apontava a Luz para o mundo que contentava em viver em trevas. Por esta razão, ele aponta para Jesus, O Verbo (Jo 1.14a). A verdadeira luz.
Jesus: Deus Eterno e Criador, Deus encarnado, Mediador Perfeito, Messias anunciado.
A Ele seja dada toda a glória, "tanto agora como no dia eterno"
[1] Como o próprio João explica, o verbo existe desde o princípio. Entretanto, sua participação na natureza humana é histórica, temporal, cronológica.
[2] Jesus está apontando para o fato de que João Batista, por ser o seu precursor, foi o último profeta que antecedeu a ele mesmo, Jesus, o Grande Profeta. Nesse sentido, João, o Batista é um marco histórico do encerramento do ministério profético e a inauguração do início do exercício ministerial de Jesus, o Redentor- profeta-sacerdote-rei (vide pgs. 23 3 24 do Breve Catecismo).
[3] É bom lembrar que, historicamente (Kronos), o nascimento de João Batista antecedeu ao nascimento de Jesus Cristo por um período de aproximadamente seis meses (Lucas 1.24-27). Entretanto, João está enfatizando a eternidade do verbo que, no tempo anterior à história humana (Kayros), estava com Deus (João 1.1). E esta primazia a qual João se refere.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Jesus Cristo, o Messias - Rei
“Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará e agirá sabiamente, e executará o juizo e a justiça na terra.” - Jeremias 23:5
Jesus veio a este mundo anunciando o Reino de Deus ou o Reino dos Céus. As profecias do Velho Testamento já haviam predito que Jesus seria o Messias e que a sua missão messiânica consistia em trazer o Reino de Deus até os homens. O evangelho de Mateus tem como objetivo apresentar Jesus como Rei. Os judeus sempre aguardaram a vinda desse rei, e quando Jesus se apresentou como filho de um humilde carpinteiro, anunciando aos pobres o Reino de Deus, curando os enfermos, vivendo humildemente no meio do povo, eles não o reconheceram como o prometido rei anunciado nas escrituras. Os judeus esperavam um Messias vindo com poder para vencer o domínio romano, ser proclamado rei o seu povo à condição de grande potência ou império político-religioso.
No entanto, Jesus foi identificado por muitos como Rei, apesar do seu reino não ser deste mundo. O filho de Davi, Jesus Cristo, é um Rei que governará o Reino Messiânico.
Isaias caps. 9 e 11 e Jeremias cap. 33, descrevem este reino profeticamente. Será um reino onde todo o pecado e todo mal serão extirpados e a paz e a justiça prevalecerão. No entanto, antes que esse reino se estabeleça na Terra, terá que ser estabelecido em cada coração, terá que vir em poder espiritual, antes de vir em glória. Esse reino de Jesus já começou, como Ele mesmo disse - Ele está em nós.
Em Mateus 4:17 Jesus assevera: “Arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus.” Natanael, um israelita zeloso, ao se encontrar com Jesus exclamou: “Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel.” (João 1:49)
Mas quando o povo, entusiasmado com o milagre da multiplicação dos pães, queria arrebatá-lo para o proclamar Rei, Jesus se retirou.
Porque Jesus ensinava e valorizava apenas o que era espiritual, muitos discípulos o abandonaram.
A Pilatos Jesus esclareceu: “Meu reino não é deste mundo.” (João 18:36). Mesmo assim Pilatos mandou escrever na tabuleta da cruz: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus.”
O livro de Apocalipse declara no cap. 19, verso 16: “Tem no seu manto, e na sua coxa um nome inscrito: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.” Mateus 2:1 diz que: “Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do Rei Herodes, eis que vieram uns magos do oriente a Jerusalém e perguntavam: “Onde está o recém-nascido, Rei dos Judeus, porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.” E o verso 11 diz: “Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra.” A adoração incluia ofertas significativas - ouro, simbolizando a realeza; incenso, a divindade; mirra, o sacrifício. Além do simbolismo, é claro que eram ofertas valiosas, para alguém que era reconhecido como futuro rei de Israel.
Jesus foi considerado como rei também pela multidão de seguidores. Em Lucas 19:38, o povo canta, dando louvores a Deus em alta voz, na sua entrada em Jerusalém: “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor, paz no céu e glórias nas alturas.”
Jesus mesmo se declara Rei. Pilatos pergunta: “Você é o Rei dos Judeus?” Jesus responde: “Eu para isto nasci e para isto vim ao mundo.”
A Bíblia declara em inúmeros textos proféticos, do Velho Testamento e também do Novo Testamento, especificamente do livro de Apocalípse, que Jesus será reconhecido e proclamado como o Rei de toda a Terra e do universo.
Isaías 33:17 diz: “Os teus olhos verão o Rei na sua formosura” e Apocalípse 22 diz: “contemplarão a sua face.” Salmo 110 diz: “Assenta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés. O Senhor enviará o cetro da tua fortaleza desde Sião dizendo: Domina no meio dos teus inimigos.” Apocalípse 17:14 diz: “Pelejarão eles contra o Cordeiro e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos Senhores, e o Rei dos Reis.”
Segundo a Bíblia, Jesus terá o domínio sobre todas as coisas. Os livros proféticos afirmam isso.
“Foi-lhe dado o domínio e a glória, e o reino para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruido.” (Daniel 7:14)
Jesus será reconhecido como o Rei da Terra. E como será o reino de Jesus? Será um reino messiânico, um reino onde não haverá nenhuma maldade, nenhum pecado; somente paz e justiça.
Jesus será entregue o governo de todas as nações e reinos da Terra; e todo poder que fizer resistência à vontade divina será destruido. Esse reino é descrito na Bíblia, como Eterno, Justo, de Paz, de Alegria, de Santidade, Sem Pecado, de Poder e de Glória.
Há requisitos para se entrar nesse reino, como nos ensina as escrituras:
Humildade - Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus. (Mt 5:3)
Perseverança - Ninguém que pondo a mão no arado, olha para traz, é apto para o Reino de Deus. (Lc 9:62)
Novo Nascimento - Se alguém não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. (Jo 3:3)
Fé e Amor - Não escolheu Deus os pobres do mundo para serem ricos em fé e herdarem o Reino de Deus? (Tg 1:5)
Cristo com certeza voltará para estabelecer o seu reino. Desde agora todos os que crêem em Jesus e o recebem como Salvador e Rei, já fazem parte do seu Reino; assentar-se-ão à sua mesa e viverão com Ele para sempre.
Que glória inaudita será quando Jesus voltar para estabelecer o seu Reino e encontrar cada um de nós como servo vigilante e pronto para estar com Ele!
O Senhor Jesus dirá: “Servo bom e fiel, foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei. Entra no gozo do teu Senhor!”
